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Com Homem Aranha no Aranhaverso, a cultura pop anuncia um novo tempo

Com Homem Aranha no Aranhaverso, a cultura pop anuncia um novo tempo

Quando Heath Ledger foi indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante por sua atuação como o Coringa de Batman, o Cavaleiro das Trevas, a comunidade se agitou por parecer que após décadas de ausência dos filmes de super heróis nas telonas, era uma inclusão finalmente acontecendo.

Para a nossa decepção, O Cavaleiro das Trevas continuou sozinho no Oscar por muitos anos, com pouquíssimas ocasiões onde outros filmes ganharam prêmios, sendo Operação Big Hero, um deles.

Em 2018, finalmente, uma luz se acendeu. A Marvel fez sua melhor aposta com o lançamento de Pantera Negra, e deu resultados com a maior bilheteria do ano e de toda a história para um filme de super heróis.

Com o prêmio de melhor trilha sonora e melhor figurino, a Marvel abre os portões para a cultura pop logo no início de 2019, mas as avaliações dos críticos apontam Homem Aranha no Aranhaverso como sendo quem vai manter essas portas abertas até Vingadores 4.

No filme, acompanhamos a história de Miles Morales, um garoto negro-porto riquenho do Brooklyn, NY. Miles rouba nossa atenção em qualquer cena onde apareça e sua estrutura como personagem, acabou sendo avaliada como uma das melhores já vistas nos filmes do cabeça de teia.

A estrutura já desgastada do camarada nerd com problemas de aceitação social, que temos conhecido desde a primeira aparição de Parker, foi crucial para essa transição.

Parker é um herói com problemas que todos temos, mas da perspectiva de uma outra geração. A geração de Parker, cresceu num mundo com acesso limitado à tecnologia de informação e sua preferência por heróis mais humanos é diferente da preferência de seus pais por heróis “impecáveis”, como o Superman.

Miles trouxe a transição entre esses Millenials e a geração Z para os bolsos da Marvel. Ele é filho de uma geração com menos pressões por aceitação social e mais pressões por auto aceitação. Situação que vemos em cada cena onde apesar de tantos poderes, o garoto luta consigo mesmo para aceitar suas realidades. Realidades tão bem aceitas por Parker em outros tempos, que logo ao saber a distância que pode saltar, salta de um prédio.

Todo esse carisma, conquistou muita aprovação por parte da crítica, e o filme de Miles ganhou prêmios por onde quer que tenha passado.

Essa convergência do “heroísmo” se tornando um novo gênero aclamado nos cinemas é um ponto de virada para a cultura pop, que nunca se viu no mainstream de forma contínua.

Se trata de um novo tempo, onde os filmes de heróis vem para criar raízes não só na academia, mas no imaginário rotineiro das pessoas.

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