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Assédio nas Agências.

Assédio nas Agências.

Assédio está na lista de assuntos que todo mundo sabe o quanto é real, mas ninguém quer tocar.
Mais de 51% das mulheres no ramo publicitário afirmam já ter sofrido assédio sexual no trabalho. Entre os homens, 9 % relatam o problema.
Entre as mulheres que sofreram abuso, 39% relatam contato físico.
As pesquisas apontam ainda, que a maior parte dos assediadores são do sexo masculino. 72% dos homens assediados, disseram ter sido vítimas de outros homens.
Se o assédio moral for incluído, os números mudam. Nessas especificações, 90% das mulheres e 76% dos homens dizem já ter passado pelo problema. 67% das mulheres afirmam que tais assédios ocorrem frequentemente, assim como 52% dos homens.

 

De acordo com a pesquisa, diversos níveis da empresa passam por isso. Presidentes e sócios são apontados como assediadores por 22% dos estagiários e assistentes.
Diretores aparecem tanto como os que mais denunciam ter sido vítimas de assédio (83%) como entre assediadores. (63% das denúncias são contra eles.)
As mulheres são as que mais relatam casos de abuso sexual. Em agências maiores, essa rotina é ainda mais presente. Infelizmente, essa “cultura” é enraizada no meio desde o começo de uma maior entrada das mulheres no mercado da publicidade.

 

As ideias machistas e sexistas ocorrem de forma velada em nossa sociedade. Todos sabemos que acontecem, mas por ser visto como cultura ou até mesmo “coisa normal”, dificilmente é debatido. Denunciado.
Infelizmente, o meio publicitário carrega uma “fama” de ser um ramo profissional onde esse tipo de acontecimento é muito comum.
Me lembro que mesmo em filmes ou histórias onde uma agência de publicidade era retratada, ela era mostrada como barulhenta, desorganizada, cheia de estagiárias de blazer feminino e mini saia, e homens de meia idade com seus ternos de gravatas largas e olhares vergonhosos.
Isso, quando se mostravam agências dos anos 90.

 

É alarmante quando uma pesquisa como essa vem à público, e descobrimos que não mudou tanta coisa como imaginávamos, e que aquela ficção talvez até tenha um certo fundo de verdade.
Infelizmente, poucas empresas têm planos pra lidar com esse tipo de problema. São poucas as que possuem alguma ouvidoria, ou que realmente fazem algo mais efetivo para a punição do assediador. Muitas empresas criaram políticas de tolerância zero, O problema, é que muitas vezes o abuso parte de pessoas com nível hierárquico mais alto, o que deixa quem foi assediado com medo de falar, pois temem represálias no ambiente de trabalho.

 

O RH, que era pra ajudar, não ajuda e ainda piora a situação na maior parte das vezes.
“Você deveria agradecer por fulano gostar de você”, é uma das respostas muito ouvidas quando as raras denúncias são feitas.
As pessoas que não se omitem ao abuso recebido, normalmente tem toda a atenção voltada pra elas cortada. Passam a ser ignoradas dentro do escritório, e o ambiente de trabalho se torna muitas vezes mais maçante.
É uma realidade difícil. Dura, mas precisa ser discutida!
Felizmente, os dados acima fazem parte de uma pesquisa que foi divulgada para várias agências. Todas prometeram mudanças em suas políticas contra assédio.
É necessário sempre reforçar que assédio não pode ser cultural. Assédio É CRIME!

 

Aqui na TACCONE, o respeito ao colega de trabalho é uma questão mais que fundamental. Somos muito claros quando à isso, pode ter certeza! Mas já que está pelo nosso site, que tal conhecer mais da nossa agência? Navegue pelo nosso site, ou se preferir, nos conheça pelo Facebook ou Instagram!

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