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Afinal, o que houve com o rock nacional?

Afinal, o que houve com o rock nacional?

Ao andar pelas ruas das capitais brasileiras, o que se vê é muito curioso, aliás, se trata do que ouvimos.

Podemos ouvir uma miríade de diferentes sonoridades através da noite, mas algo não se mostra presente em nossos ouvidos, e se trata do rock nacional.

Esse gênero já reinou soberanamente na indústria fonográfica brasileira, vendendo discos como água e se fazendo ouvir nos mesmos bares periféricos onde hoje, se toca apenas sofrência, sertanejo universitário, forró, e música gospel ao fim da noite, para a redenção dos alcoolizados.

Uma a uma, as maiores bandas brasileiras foram se desvanecendo e perdendo visibilidade, até que o rock nacional ficou restrito a um meio repleto de bandas amadoras lutando pra sobreviver em apresentações gratuitas e shows que não lotam.

A triste decadência do rock é um reflexo daquela geração que seria a responsável por mantê-lo vivo e o repassar para os novos ouvidos, mas em vez disso, o mataram ainda jovem e isso se deve por vários motivos:

1 – O status místico ostentado antigamente por vários fãs, foi o que contribuiu para torná-lo um gênero isolado. Nenhum outro gênero musical converte as pessoas que o ouvem e é perfeitamente possível que pessoas de fora desses gêneros os apreciem. Com o rock, houve um tempo em que a cultura formada em torno das bandas produzia uma quase religião, que intimidava outros públicos de o conhecerem. Por mais que essa fase tenha passado, até hoje, pessoas que ouvem rock com frequência são quase sempre rotuladas como pertencendo ao gênero, enquanto em gêneros como o rap, nem sempre ouví-lo significa fazer parte da “cultura hip hop”. O rock é seu colega de turma que não faz novos amigos e só conversa com quem vai até ele.

2 – Tendo origem nos fenômenos citados no primeiro item, o mundo já não acredita nos discursos libertários do rock e isso ocorre porque embora cante liberdade, ele não é um gênero inclusivo. Quando falamos em ser um “gênero inclusivo”, não falamos apenas de temas sociais importantes, mas de um contexto geral. Grande parte do público do rock nacional, é composto por fãs da velha guarda que não vêem merecimento em novos fãs para carregar a tocha. Eles preferem se manter fechados em um círculo seleto de bandas que já morreram, ao invés de procurar novas sonoridades e dar chances aos mais novos.

3 – E por fim, o resultado desse processo, é um gênero que cada vez mais se torna amador, com menos bandas conseguindo se sustentar ou até mesmo custear as próprias despesas para se manter na ativa. Por fim, o perfil social e político dos tradicionais fãs do gênero afasta a inclusão dos mais novos, que ao ver as posições reacionárias e até mesmo preconceituosas de uma geração que afirmava lutar pela liberdade, vão se voltar para gêneros que confirmem suas verdades, como o rap. E assim, o hip hop tornou-se o gênero mais ouvido no planeta, ultrapassando o rock.

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